Sexta-feira, Setembro 24, 2004
Dia do Pendura?
Eu já tinha ouvido falar dessa tradição na escola. Minha professora de História contava com certo desdém que os seus colegas de UFRJ, do curso de Direito, iam, todo dia 11 de agosto, comemorar o dia do advogado num restaurante ou bar, e saíam sem pagar a conta. Agora, na faculdade, eu voltei a ouvir histórias sobre o tema, e comecei a me questionar: "De onde vem essa tradição dos estudantes de Direito darem calote?"
Segundo o Gazeta on-line, "o Dia do Pendura é uma tradição que remonta ao século XIX, quando comerciantes convidavam estudantes para comemorar a fundação dos cursos jurídicos, oferecendo refeições e bebidas de graça. Com o tempo, os convites diminuíram e os estudantes passaram a se auto-convidar. Nesse dia, depois de comerem e beberem à vontade, eles anunciam o pendura e saem do restaurante sem pagar a conta."
Meu prof. de Civil (o Damasceno) disse que uma vez seus alunos até ligaram de madrugada pra casa dele pra pedir pra ele livrar a cara deles com a polícia... Tem restaurante que, no dia 11 de agosto, até coloca uma plaquinha na entrada, com a transcrição do artigo 176 do Código Penal: "Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento: Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa".
Pois é. Mas o artigo parece ter uma falha. Esse nosso professor disse que, certa vez, uns estudantes comemoraram o Dia do Pendura e não pagaram. Daí argumentaram frente ao gerente: "Mas nós dispomos de recursos pra pagar. Só que não vamos pagar."
postado por Duarte às 1:03 PM
Sábado, Setembro 11, 2004
Os professores de Civil
Acho que você não sabem ainda, mas eu estudo à noite (por opção; é muito melhor). Pelo que eu vi os professores da noite do 2o período são, no geral, melhores do que os da manhã. O nosso prof. de Introdução é repetitivo, ok, mas ninguém pode reclamar da didática dele. E ele conhece a matéria como ninguém, afinal, decorou Miguel Reale, Paulo Nader, Paulo Dourado de Gusmão... Já a professora de Introdução da manhã está dando enciclopédia jurídica: cada aula, um ramo do direito! Bom, pra mim, não faz o menor sentido. Ainda se fossem os ramos principais, mas outro dia eu vi no quadro que ela deu uma aula inteira só sobre direito marítimo...
O nosso prof. de Penal, Juarez Tavares, é, quiçá, o melhor da Uerj. O cara tem pós-doutorado (nem tem isso no Brasil) na Alemanha. Não preciso falar mais nada, né?
A profa. de Constitucional dá aula de manhã também. A questão é o prof. de Civil. No período passado, como vocês devem saber, nós tivemos aula com o Marlan Marinho (o das correções indecifráveis). Nesse período ele foi pra manhã. Ótimo. Não estou reclamando, dizem que a prova do Damasceno, nosso novo professor, é muito mais tranqüila. Mas a aula do Marlan realmente era melhor. E aí, turns out that eu estou assistindo às aulas dos dois, de manhã e à noite.
O Damasceno é muito simpático, engraçado (ele é juiz, adora contar historinhas dos seus processos), mas, coitado, não consegue prender a atenção da turma como o Marlan fazia.
Quarta-feira teve a choppada da manhã, semana que vem tem a nossa, a gente vai ganhar até camisa. Depois eu coloco foto aqui. Abraços, amigos virtuais (e eventuais amigos reais que aparecem por aqui)!
postado por Duarte às 11:00 AM
Sexta-feira, Setembro 03, 2004
Depois do 18 Brumário...
a batalha de Waterloo
Para os cariocas, vai rolar nos dias 29 e 30 deste mês uma supercomemoração do bicentenário do Código Civil Francês de 1804 (Código Napoleão), na Maison de France, organizada por um time forte:
Ministère des Affaires Étrangères de la République Française;
Ministère de la Justice;
Consulat Général de France à Rio de Janeiro;
Association Andrés Bello des Juristes Franco-Latino-Américains
e que conta com a colaboração de:
Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro;
Emerj;
Câmara de Comércio França-Brasil;
Instituto Brasileiro de Direito Comparado;
Instituto de Direito Civil
Eu já fiz a minha inscrição: é gratuita. Entrem lá no site e, quem sabe, não nos vemos lá?
postado por Duarte às 7:21 PM
Depois ainda ficam falando mal de advogado:
Defesa do Advogado
Um agente de trânsito manda um advogado parar por excesso de velocidade.
Agente: Posso ver a sua carteira de habilitação?
Advogado: Não tenho. Foi suspensa na última vez em que cometi uma infração.
Agente: Posso então ver o registro de propriedade do veículo?
Advogado: O carro não é meu. Roubei.
Agente: O carro é roubado?
Advogado: Sim, é verdade. Mas agora que penso nisso, acho que vi o registro de propriedade no porta-luva, quando coloquei minha arma lá...
Agente: Tem uma arma no porta-luva?
Advogado: Sim. Coloquei-a lá depois de matar a dona do carro e colocar o corpo dela no porta-malas.
Agente: Tem um corpo no porta-malas?!
Advogado: Sim, senhor.
Ao ouvir isso, o agente chamou imediatamente o seu superior. O carro foi rapidamente cercado por um cordão policial e o capitão aproximou-se do veículo para controlar a situação.
Capitão: Senhor, posso ver a sua carteira de habilitação?
Advogado: Claro, aqui está ela. (A carta é válida)
Capitão: A quem pertence este veículo?
Advogado: É meu, senhor guarda. Aqui tem o registro de propriedade. (O carro é, de fato, do condutor)
Capitão: Abra, por gentileza, o seu porta-luva, lentamente, para eu verificar se lá se encontra uma arma dentro...
Advogado: Sim, senhor. (O porta-luva está vazio)
Capitão: Quer abrir o porta-malas, por favor?
Advogado: Sim, senhor. (Não tem corpo nenhum)
Capitão: Não compreendo. O agente que o mandou parar disse que você afirmou não ter carteira de habilitação, ter roubado o carro, ter uma arma no porta-luva e um corpo no porta-malas!
Advogado: Ah!, claro!! E aposto que o mentiroso também lhe disse que eu ia em excesso de velocidade, certo?
postado por Duarte às 4:59 PM